Roteiro de cinema

Tenho certeza que em algum momento você já se surpreendeu com as incríveis coincidências que a vida nos apresenta. Encontrar alguém conhecido quando estamos viajando, lembrar de uma pessoa e ver ela logo depois, receber a ligação de alguém que você estava pensando em contatar. As vezes parece algo tão impossível que chega a nos assustar.

Lembro que em janeiro de 2020, encontrei no Zaffari perto de casa, um amigo que raramente vejo. Começamos a conversar sobre os assuntos que temos em comum e acabamos por falar de algumas pessoas. Falar mal admito, até porque bem não teria como. Ficamos um bom tempo conversando ali mesmo no meio dos corredores. Mais de dez minutos com certeza. Quando finalmente nos despedimos indo cada um para um lado, advinha? Dou de cara com um dos inomináveis de quem falávamos. Finjo não o ver e vou em busca de reencontrar meu amigo e lhe contar do ocorrido. Imagina o climão se ele passa por nós enquanto falávamos das suas peripécias?

Quando criança gostava muito de acompanhar meu pai nas suas atividades de trabalho como jornalista da Folha de São Paulo. Algumas vezes era alguma tarefa externa, mas a maioria delas era no escritório da sucursal de Porto Alegre. Durante esse tempo lembro que o escritório teve duas sedes. Porém, ambas na rua Jerônimo Coelho, entre a Borges e a Praça da Matriz. Inclusive quando sobrava algum tempo iamos jogar futebol ali, próximo aos monumentos e ao Theatro São Pedro.

Em setembro de 2005 fui convocado pelo Banco do Brasil para tomar posse depois de ter sido aprovado no concurso que fiz em novembro de 2003. Naquela época o banco tinha um projeto de agência escola que em Porto Alegre era na Avenida Farrapos. Depois de acertar toda documentação tomei posse no meu primeiro emprego. Foram duas semanas de treinamento e mais quatro meses de agência escola.

Lembro bem que nas últimas semanas já estava ansioso por saber qual seria o meu paradeiro. Como éramos chamados por ordem de colocação no concurso, sabia que minha vez estava chegando. E qual não foi a minha surpresa quando fui convocado para trabalhar na Agência Rua Jerônimo Coelho na mesma quadra onde tantas vezes acompanhei meu pai na sua rotina de jornalista. Entre tantas ruas da nossa cidade, quis o destino que começasse minha vida profissional na mesma rua que meu pai trabalhou por tanto tempo. Não bastasse isso, meu primeiro dia lá foi no dia do aniversário dele, seis de fevereiro de 2006. Esse roteiro devia estar escrito em algum lugar.

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