Gregory Harlin por Altino Mayrink

Acho que eu vejo um gatinho

Altino Mayrink

Todo mundo sabe o que é um gato. Sabe mesmo?

Um eletricista da companhia elétrica do estado vai discorrer muito tempo falando sobre os malefícios para a rede do uso de tais. O economista da empresa não deixará de medir as perdas de receita.

Em um torneio escolar, o número de reclamações pela presença de um nas categorias menores será inevitável. As separações por idade tem a sua razão de ser em atividades atléticas.

E os casos de polícia? As patrulhas noturnas sabem que eles são todos pardos em momentos de pouca luminosidade ou em ruelas e vielas por todas as cidades.

O pedreiro, nas suas inúmeras criações, ao erguer suas paredes, sabe que as amarrações deles precisam de uniformidade e sequência. Sem isso, como preencher adequadamente e garantir a verticalidade?

No erro do ditado, a melhor forma de se caçar sem um cão.

Para as moçoilas de outrora, aquele rapaz bem-apessoado com o qual ela se relacionou e tem lembranças e pesadelos até hoje.

Nos escondidos recantos dos developers devs, para os íntimos –, aquele falso parente das gambiarras, execrável num bom código. Exige limpeza.

Mas quero falar mesmo é do intrigante felino caseiro, dono de seus donos e donas. Ao apresentar-se com um olhar simpático, um ronronar soltinho e um miado pequenininho, não existe um mortal que consiga resistir. Eu ainda vou ter um.

Ficar só convivendo com os dos amigos e amigas é muito pouco. Para tal, já estou arrumando minha casa, reduzindo as tralhas, minimalizando a existência. Viu como são nossos donos? Ainda nem tem nome ou figura e já está proporcionando uma guinada na minha vida.

Só não entendo porque minha tia sofre ao ouvir um simples miado…

Acho que, como o pequeno Piu-piu das animações, eu vejo um gatinho. Aqui em casa.

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