Direção!

As águas sempre me encantaram, sejam elas da chuva, de uma cachoeira, lago, rio ou mar. Não importa de onde elas vêm. Até aquelas que brotam dos nossos próprios olhos, como lágrimas de alegria ou tristeza, são igualmente emocionantes. Refletem o sentimento de nossos corações.

A beleza do rio Guaíba com suas águas calmas quando não há vento, revoltas quando há tempestade, é incontestável. A vontade de mergulhar fundo nessas águas turbulentas é tentadora. Às vezes, céu e rio se mesclam em dias nublados. Ficamos sem saber onde começa um e acaba outro.

Nuvens se aglutinam em forma de montanhas de algodão nas mais diversas cores. Umas são clarinhas como a neve, outras em cinza como se fossem misturas das nuvens pretas com as brancas, algumas ligeiramente azuladas e ainda há àquelas brilhantes que refletem a claridade do sol. Elas pairam sobre nossas cabeças pesadas e cansadas. A paisagem é tão linda, que me faz refletir…

Olho para o alto. Bem alto. Presto atenção. Há um sinal. Um símbolo aponta para um clarão e direciono o meu olhar. Há uma nesga de raio de sol que se abre e me chama. O azul celeste se mistura com a luminosidade que lentamente rompe as nuvens e o ar sufocante até então. Sigo corajosamente no meu pensar.

Deixo-me guiar pelo sentimento que me domina. Fecho os olhos e me transformo em um pássaro livre e invisível. Bato as asas para muito além do que se pode imaginar. Tomo consciência que existe um caminho a seguir, sem medo. Voo em direção ao infinito. Observo que as águas profundas e turvas ficam distantes e que, finalmente, há uma luz de esperança que me mostra para onde devo ir. Não há mais passos inseguros, nem estradas sinuosas, apenas existe uma direção, no alto. Bem no alto!

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