Homenagem a Dona Adelaide (in Memorian), Quilombola, Benzedeira e Líder Comunitária de Campo Duna, Garopaba, Santa Catarina, Brasil.
Tô chegando aqui. Curandeira só
Pra tirar sua dor. Benzedeira só
Com a força da vida. Sou Erveira só.
Com a força do Amor. Batuqueira só.
Senta logo aqui. Curandeira só.
Tô indo no mato. Sou Erveira só
Buscar o teu remédio. Benzedeira só.
Espera um pouquinho. Batuqueira só.
Ô, Curandeira, Curandeira. Curandeira só.
Quem te ensinou a curar? Benzedeira só.
Foi os Caboclo do Brasil. Sou Erveira só.
Ou foi os Nego de além mar. Batuqueira só.
Ô, Curandeira, Curandeira. Curandeira só.
Quem te ensinou a curar? Benzedeira só.
Foi os Caboclo do Brasil. Sou Erveira só.
Ou foi os Nego de além mar. Batuqueira só.
Lá vem, Lá vem. Curandeira só.
Para o povo inteiro. Benzedeira só.
Toda de branco. Batuqueira só.
Trago um raminho. Sou Erveira só.
Lá vem, Lá vem. Curandeira só.
Ela vem certeira. Benzedeira só.
Pra secar o pranto. Sou Erveira só.
De todos zifio. Batuqueira só.
Paródia de “Marinheiro só” (Domínio Público).

