Um dos meus destinos preferidos em qualquer cidade que estou é conhecer suas principais igrejas, católicas ou quaisquer outras de denominação cristã. Para mim é o que importa. Fico sempre extasiadas com as obras de artes que elas possuem. As igrejas são tão belas, algumas simples, outras, suntuosas, que na maioria das vezes me transportam para um pedacinho do céu, principalmente quando oro e olho para a cruz. Dentro de uma igreja, existe uma atmosfera diferente, há uma paz indescritível, pelo menos para mim. É o que sinto cada vez que estou dentro dela.
Lembro-me bem quando era menina, em Niterói, RJ, devia ter uns nove ou dez anos, quando comecei a frequentar desacompanhada a Missa dos Jovens nas manhãs de domingo. Naquele tempo, podia-se andar sozinha por lá. Acordava cedo, escolhia o melhor vestido, sapato e bolsa combinando e ia a pé em direção à Igreja Santuário das Almas na rua Álvares de Azevedo, entre os bairros Icaraí e Santa Rosa, ouvir ao som de guitarras, violão e bateria – uma grande inovação nos idos anos 1960/ 1970 para uma missa – a famosa música Jesus Cristo, de Roberto Carlos.
Apesar da minha tenra idade, e pelo fato de ter amigos mais velhos, era um pouco precoce e, confesso, frequentava a missa naquele tempo, além de querer aprender a Palavra de Deus, também para me exercitar no ato de paquerar. Minhas amigas, todas na faixa de treze, quatorze ou quinze anos podiam fazer, por que eu não poderia? Claro, não passava de olhares de canto de olho, sorrisos encabulados, rosto avermelhado e por aí vai. Era um treino. Na realidade para ambas as coisas: fé e amor ou amor e fé. Deus sempre nos chama, de uma forma ou outra. Foi o começo de uma jornada.
Passados alguns anos me afastei um pouco. A rotina de estudos, praias, festas, rebeldia e questionamentos de valores, típicos da adolescência e, posteriormente da juventude, deram uma freada nessa minha busca espiritual dominicana. Nunca deixei de crer e orar. Para mim, naquele momento eu me bastava. Mas como tudo não é para sempre nesse mundo em que vivemos, recebi um chamado e, um belo dia, retornei à Casa do Pai, como uma típica filha pródiga. Desta vez, não mais sozinha como antes, mas acompanhada de um Amor. Fui recebida de braços abertos.
Hoje, sou uma assídua frequentadora da minha igreja. Adoro louvar, cantar, orar e estudar a Palavra ao lado de amigos, irmãos na fé. Ao viajar, procuro uma igreja cristã. As igrejas católicas são sempre mais bonitas, luxuosas e, em maior quantidade. Elas têm mais arte para serem apreciadas, aspectos culturais inseridos e enchem os nossos olhos. Não tem problema. É lindo de ver.
O importante é não perdermos o foco de nossa fé: Jesus Cristo! Sim. Ele, sempre Ele, O Caminho, A Verdade e A Vida.

