Quando vocês nos deixaram, meus pais
Nos disseram que seríamos felizes e passaríamos bem
Quase morremos de saudades, ficamos tristes
Mas depois, nos acostumamos, aceitamos
Quando vocês quiseram nos rever
Já não nos encontraram mais, havíamos fugido, podem crer
Olhos nos olhos, queríamos ver o que vocês fariam
Ao verem que estávamos sós demais
E fomos até lutando
Nos pegamos brigando
Por mais um pão para comer
E tantas foram as lágrimas
Quantos abusos sofremos
Bem mais que vocês imaginam
Quando talvez um dia vocês quiserem voltar novamente
Saibam que nunca os esquecemos, venham sim
Olhos nos olhos, queremos ver como vocês reagirão
Ao receber aquele nosso abraço apertado
Quando vocês nos deixaram, meus pais
Nos disseram para ficarmos quietos que ficaríamos bem
Quase morremos de tristeza, quase enlouquecemos
Mas depois, como sempre, obedecemos
Quando vocês quiserem e puderem, venham nos rever
Já estamos grandes, adultos e temos filhos, podem crer
Olhos nos olhos, queremos saber onde vocês estão agora
Sentimos muita falta de vocês, até demais
E os anos passaram, até envelhecemos
Nos pegamos contando histórias de um passado
Sem mais nem menos
E tantas coisas aconteceram, lágrimas rolaram
Quantas mágoas acabaram por pessoas que nos ajudaram
Bem mais responsáveis que vocês
Quando talvez um dia vocês precisarem de nós
Vocês sabem onde agora estamos e estaremos sempre de braços abertos
Olhos nos olhos, perdoamos vocês
Queremos revê-los um dia para dizer-lhes como ainda amamos vocês
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p class=”MsoNormal” style=”margin-left: 36,0000pt;line-height: 114%”>*paródia livre da música Olhos nos olhos de Francisco Buarque De Hollanda


Doído ler, porém necessário expressar a dor para diminuí-la e por fim o perdão para sarar a ferida