Grande é o mar, e linha do horizonte, infinito onde os antigos navegadores acreditavam estar o fim do mundo; pequenas são as conchas que encontramos ao caminhar na beira da praia.
Grande é o medo, maior do que tudo, que cresce no escuro e na noite; pequena é a coragem, que amanhece conosco no raiar do dia.
Grandes são as novelas, os romances épicos, que carregam histórias, enredos e personagens; pequenas são as crônicas, feitas por gnomos nos intervalos dos dias.
Grande é a mulher, antes de parir, carregando o fruto da vida; pequeno é o recém nascido, frágil e carente de atenção e cuidados.
Grande é o museu, residência dos quadros; pequenas são as pinturas que moram ali.
Grande é o artista, forjado na inspiração; pequena é a obra, que fica no mundo.
No meio do caminho está o ponto de vista do observador: o que será que sentem as conchas ?

