O beiral da janela

Lair Soares Corrêa, na obra Circunstâncias Poéticas, ensina que, às vezes, a chuva molha o beiral da janela, tirando toda a poeira que o vento jogou nela. Esta narrativa explora temas como conflito, transformação e emoção, muitas vezes usando a chuva, o vento e a tempestade como metáfora central.

Há tempos me identifico com essa perspectiva, sobretudo quando ela trata sobre resiliência, fé e humildade — aspectos que revelam nossa vulnerabilidade, mas também nos fortalecem para superar os desafios. Essa visão nos convida à reflexão, ao buscar apoio e ao aprendizado nas dificuldades, demonstrando que a capacidade de superação nasce de um conhecimento mais íntimo de nós mesmos e, para alguns, de uma fé maior em um poder superior.

Tal como uma tempestade na natureza, emoções intensas são naturais e inevitáveis em determinados momentos da vida, mas também efêmeras. A psicologia indica que, ao invés de combater essas emoções, a melhor postura é reconhecê-las, acolher o que surge internamente e buscar meios de adaptação ou proteção — como usar uma capa ou guardar um guarda-chuva em dias chuvosos — simbolizando, assim, estratégias para o enfrentamento emocional.

Nos meus momentos de turbulência, procuro aceitar a realidade e lidar com minha tempestade interna, inspirando-me no beiral da janela de Lair.

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