De bota e bombacha

A diversidade na cultura de nosso país é algo bem visível. Basta viajar para outro estado para ver o quanto somos diferentes no linguajar, hábitos alimentares e vestimentas.

Ao longo dos anos algumas mudanças foram ocorrendo em nosso cotidiano. Aqui no Rio Grande do Sul, pouco se vê pessoas utilizando os trajes gaúchos, sendo estes mais utilizados para as festividades tradicionalistas. Somos reconhecidos facilmente em qualquer lugar, basta abrir a boca. Nosso vocabulário tão próprio faz com que as pessoas de outros pagos precisem de manual para compreender certas palavras.

O sotaque é outra coisa que denuncia logo, eu mesma já tive a experiência de demonstrar minha origem na primeira palavra pronunciada no restante do país.

Contudo, existem muitas coisas que não mudaram, tomar chimarrão e comer aquele churrasco saboroso no domingo é uma delas, basta dar uma volta na quadra para sentir o aroma que toma conta do estado.

Somos considerados um povo tradicionalista e temos em nossa história alguns personagens que foram decisivos em nossa cultura. Um deles é Paixão Côrtes, homem que serviu como modelo de um autêntico gaúcho utilizando sua indumentária gauchesca, para dar origem à Estátua do Laçador, símbolo oficial de Porto Alegre e reconhecida a partir de 2011 como patrimônio histórico da cidade.

Nascido em Santana do Livramento Paixão Côrtes tem como título o maior gaúcho de todos os tempos, graças a ele a cultura gaúcha é conhecida em todo mundo e de bota e bombacha trabalhou para que passasse de geração para geração, fundando o primeiro CTG (Centro de Tradições Gaúchas).

Sendo apreciadora das nossas tradições, não poderia ter algo mais significativo para nos representar do que um gaúcho com seus trajes autênticos.

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1 comentário em “De bota e bombacha”

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