Aline Silveira em foto de Alexandre Eckert

Razão x Sensibilidade
Aline Silveira
Ainda me surpreendo com as diversas maneiras como as pessoas encaram determinadas situações. Como enxergam ou sentem coisas que eu enxergo e sinto, de forma tão diferente. A atenção que dão, ou simplesmente como ignoram alguns fatos. Embora já tenha percebido isso há muito tempo.
Claro, hoje mais do que nunca, associo isso ao estado de espírito de cada um de nós. Acredito que em alguns momentos o que para uns parece um caminho sem volta, para outros é luz no fim túnel que está cada vez mais próxima.
Enquanto Clara, mareada, se vê em meio a uma selva, Geraldo  sente esperança e seu coração aquecido em pleno inverno.
Enquanto Fábio passa apressado para fugir do aprisionamento de seus dias, não consegue ouvir o grito que sufoca muitos de nós e finalmente conseguimos soltar, aliviando o que pouco antes nos fazia claustrofóbicos.
Enquanto eu.
Assim vamos seguindo, seja em São Paulo ou Salvador, no outono ou no verão, vendo coisas que ninguém mais vê, ouvindo o que para alguns não passa de um enorme silêncio.
E isso pode mudar. Basta sentirmos a chegada ou a partida de algum sentimento que nos fazia mal e bem e muda em um piscar de olhos.

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